PA de grande formato
Line array para alugar em recintos grandes
Quando o recinto é comprido ou a lotação passa de umas centenas de pessoas, duas colunas em tripé já não chegam. O line array distribui o som à distância sem rebentar os ouvidos da primeira fila.
- Formato
- Suspenso ou empilhado
- Montagem
- Sempre pela nossa equipa
- Inclui
- Subgraves e processamento
- Técnico
- Imprescindível: sempre incluído na proposta
- Zona
- Sevilha e província
O que é
Porquê um line array e não mais colunas
A diferença não está em soar mais alto: está em o som chegar de forma semelhante a quem está a dez metros e a quem está a cinquenta.
Uma coluna convencional perde nível rapidamente com a distância. Se a subir para chegar ao fundo, massacra quem está à frente. Um line array é uma coluna de caixas acopladas que trabalham como uma única fonte alongada: a queda de nível com a distância é muito mais suave e a distribuição vertical pode ser ajustada caixa a caixa, angulando cada módulo para a zona de público que lhe corresponde.
Isso permite duas coisas que num recinto grande valem muito: cobertura homogénea — o volume não muda consoante o sítio onde se está — e controlo do som que escapa para cima e para os lados, que é precisamente o que incomoda os vizinhos e o que faz disparar as medições de ruído.
Quando é realmente necessário
- Lotações a partir de várias centenas de pessoas, sobretudo ao ar livre.
- Recintos compridos: praças, avenidas, esplanadas, recintos feirais, pátios muito profundos.
- Concertos e festivais em que o rider da banda pede um sistema com processamento e previsão de cobertura.
- Locais com vizinhos por perto, onde interessa dirigir o som para o público e não para o quarto andar do prédio em frente.
Quando não compensa
Para um casamento de 120 pessoas, uma caseta ou um salão, um line array é dinheiro deitado fora e, além disso, costuma soar pior do que um sistema convencional bem colocado: precisa de distância para «se formar». Nesses casos fica muito melhor servido com colunas e subgraves bem distribuídos.
Configurações
Como se monta um sistema de grande formato
Suspenso (fly)
É a boa opção quando há estrutura: o sistema fica alto, a cobertura é limpa e o público da frente não tem uma pilha de colunas a um metro. Exige truss ou torres, cálculo de cargas e montagem certificada.
Empilhado (ground stack)
As caixas empilham-se sobre os subgraves ou sobre uma base. Monta-se mais depressa e não precisa de estrutura, mas o alcance é menor e a primeira fila recebe mais nível. Válido para recintos médios.
Subgraves no chão
Vão quase sempre em baixo, e o seu posicionamento muda por completo o resultado: agrupados dão mais impacto no centro, distribuídos dão graves mais uniformes em todo o recinto.
Delays e reforços
Em recintos muito compridos acrescentam-se torres intermédias com atraso (delay) para que o som ao fundo chegue sincronizado com o do palco e não em eco.
Processamento e medição
O sistema é ajustado com processador e medição no local, não de ouvido. É isso que separa uma montagem profissional de um monte de colunas ligadas.
Controlo a partir da sala
Em concertos ao vivo, a mesa fica no meio do público, não ao lado do palco. Ouve-se o que as pessoas ouvem.
O que é preciso prever
Um line array não se improvisa no próprio dia
Estrutura e segurança
Suspender um sistema implica cargas de centenas de quilos sobre uma estrutura. Isso calcula-se, documenta-se e é montado por pessoal com formação, com lingas, cabos de segurança secundários e verificação antes de içar seja o que for. Se o evento for num palco modular ou num palco coberto, o sistema e a estrutura são pensados em conjunto desde o início, não à chegada ao recinto.
Corrente elétrica
Um PA de grande formato com iluminação e ecrã não sai de uma tomada de jardim. É preciso saber de que quadro elétrico se puxa, com que proteções e com que secção de cabo, e, se o recinto não o tiver, prever um gerador. A conta está em quantos kW precisa.
Tempos e acessos
A montagem faz-se normalmente na véspera ou logo de manhã cedo, com o camião encostado ao palco. Se o acesso for por uma rua pedonal com horário restrito, muda todo o planeamento. Quanto mais cedo o soubermos, melhor corre o dia do evento.
Ruído e licenças
Na via pública e em recintos abertos costuma haver condições de nível e de horário. Vale a pena rever a regulamentação do ruído para eventos em Sevilha e as licenças necessárias antes de fechar o cartaz, não depois.
Referência
Como dimensionamos
Com a planta ou a localização exata afinamos a proposta e calculamos a cobertura antes de ir.
| Situação | Sistema | Planeamento |
|---|---|---|
| Até 500 pessoas, recinto compacto | Sistema empilhado com subgraves | Montagem no próprio dia |
| 500 – 1500, praça ou esplanada | Line array empilhado ou suspenso em torres | Montagem na véspera recomendável |
| Mais de 1500 ou recinto muito comprido | Line array suspenso com torres de delay | Montagem na véspera e controlo na sala |
| Palco com rider de banda | Sistema e processamento segundo a especificação | Teste de som com a banda |
Material que vai com isto
Um sistema grande nunca viaja sozinho
Com o PA pedem-se quase sempre monitorização, uma mesa com canais suficientes, microfones de palco e estrutura.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre o line array
A partir de quantas pessoas é preciso line array?
Não é só uma questão de pessoas, é de distância. Com público a mais de 25 ou 30 metros do palco, ou com lotações de várias centenas ao ar livre, o line array começa a compensar. Abaixo disso costuma ser melhor um sistema convencional bem distribuído.
Podem suspendê-lo em qualquer sítio?
Só onde houver estrutura calculada para isso: truss próprio, torres de PA ou pontos de ancoragem do recinto com capacidade certificada. Se não houver, monta-se empilhado. Nunca suspendemos nada de um ponto cuja carga não esteja justificada.
O técnico está incluído?
O técnico é sempre orçamentado como uma rubrica à parte, nunca vai escondido no preço do material. O que acontece com um sistema de grande formato é que é imprescindível — ajustá-lo exige medição e decisões no local — e por isso vai sempre incluído na proposta: não entregamos um line array sem operador. Pode ver como funciona em som com técnico.
A banda enviou-me um rider. Conseguem cumpri-lo?
Envie-no-lo e dizemos-lhe o que cumprimos tal como está, o que substituímos por equivalente e o que seria preciso subalugar. Se não o perceber, explicamos aqui como ler um rider técnico.
Quanto tempo demora a montagem?
Depende da dimensão e do acesso, mas um sistema suspenso com estrutura ocupa boa parte de um dia entre montagem, cablagem, ajuste e teste. Por isso o normal é montar na véspera.
Material
O equipamento, montado e com cablagem
Assim é o material de que fala esta página e assim fica quando está montado.
Tem um recinto grande para sonorizar?
Envie-nos a localização, a lotação prevista e o horário. Calculamos a cobertura e propomos-lhe o sistema.
