Cabeças móveis
Aluguer de cabeças móveis para concertos e festas
Projetores motorizados que rodam, mudam de cor e desenham feixes no ar. Impressionam muito, mas nem todos os eventos precisam deles. Aqui explicamos-lhe quando compensam.
- Tipos
- Beam, spot e wash
- Controlo
- Mesa DMX
- Suspensão
- Truss, torres ou chão
- Técnico
- Orçamentado à parte. Recomendado
- Zona
- Sevilha e província
O que são
Um projetor com motores e uma mesa por trás
Uma cabeça móvel é um projetor montado sobre dois motores: um roda-o sobre o seu eixo e o outro inclina-o. Acrescenta roda de cores, gobos, zoom e, por vezes, prisma. Tudo isso é controlado por DMX.
O importante para si não é o mecanismo, mas o que ele implica: uma cabeça móvel não se coloca e se esquece. Alguém tem de lhe dizer para onde apontar, que cor fazer e quando. Esse trabalho chama-se programação e faz-se antes do evento, com a montagem já feita. É a parte que as pessoas não veem e a que distingue um espetáculo que acompanha a música de um monte de luzes a rodar sem sentido.
Beam, spot e wash: não são a mesma coisa
- Beam: feixe muito estreito e denso, como um tubo de luz. Vê-se no ar (com fumo) e chega longe. É o que desenha leques sobre o público num concerto.
- Spot: feixe definido e recortado, com gobos que projetam formas, texturas ou logótipos no chão, na parede ou no palco. Também serve para iluminar uma pessoa concreta.
- Wash: feixe amplo e suave, para banhar de cor uma zona ou o palco inteiro. Não desenha no ar; pinta superfícies.
Um espetáculo equilibrado costuma combinar as três funções: wash para vestir, spot para desenhar e beam para os pontos altos. Com uma só família, o resultado fica aquém ou torna-se monótono.
Quando compensam
O evento pede cabeças móveis… ou não
É material caro de alugar, de montar e de programar. Vale a pena decidir com honestidade.
Sim: concertos e festivais
Um concerto ao vivo sem luz de espetáculo fica sem vida. Aqui as cabeças móveis não são enfeite: marcam o ritmo com a banda.
Sim: festas grandes e galas
Quando há uma pista de dança ampla e várias horas de música, quem muda o ambiente é a luz.
Sim: apresentações de marca
Um gobo com o logótipo projetado, mudanças de cor por bloco e um remate potente no momento-chave.
Depende: casamentos
No baile podem funcionar muito bem. Na cerimónia e no banquete estão a mais: aí manda a luz quente.
Não: congressos e atos institucionais
O que é preciso é que se veja bem a cara do orador e que a câmara o capte com nitidez.
Não: espaços com teto baixo
Sem altura nem fumo o feixe não se vê e fica apenas um projetor ruidoso a rodar. O dinheiro rende mais noutra coisa.
Como se prepara
Da planta ao espetáculo programado
Uma cabeça móvel sem programação é um projetor caro. Este é o trabalho real que está por trás.
Planta de luzes
Decidimos quantas cabeças móveis, onde ficam e a que altura, conforme o palco, a lotação e o ponto de onde o público assiste.
Estrutura e suspensão
Monta-se o truss ou as torres e suspende-se cada aparelho com o seu cabo de segurança. Sem estrutura não há espetáculo.
Endereçamento e cablagem
Cada cabeça móvel recebe o seu endereço DMX e o controlo é encadeado. É aqui que se perde tempo quando se improvisa.
Programação de cenas
Criam-se posições, cores e sequências, agrupadas por momentos: entrada, bloco tranquilo, ponto alto, encore.
Ensaio ou revisão com a produção
Se houver artista, revê-se com o seu técnico ou o seu rider. Se não, deixamos cenas encadeadas com a música.
Durante o evento
O técnico dispara as cenas ao vivo. Um espetáculo programado às cegas nunca encaixa tão bem como um conduzido ao vivo.
Erros frequentes
O que costuma correr mal
Pedir cabeças móveis sem fumo. O feixe só se vê se houver partículas no ar. No exterior ou num local com detetores onde não se pode usar máquina de fumo, as beam perdem quase toda a graça e convém investir em wash e em cor.
Colocá-las à altura errada. Demasiado baixas, encandeiam o público e não desenham. Demasiado juntas, fazem o mesmo desenho quatro vezes. A separação entre pontos importa tanto como a quantidade.
Não contar com o tempo de programação. Se o recinto só o deixa entrar duas horas antes, não há espetáculo programado que resista. O horário de montagem é uma condição técnica, não um pormenor logístico.
Esquecer o peso. Uma cabeça móvel pesa bastante mais do que um PAR LED. Suspender várias altera por completo o cálculo da estrutura e dos pontos de apoio.
Querer cabeças móveis e poupar no técnico. É a combinação com pior relação resultado-preço que existe. Se o orçamento não chega para as duas coisas, é melhor reduzir o número de aparelhos e manter quem os opera.
O serviço
O que inclui o aluguer de cabeças móveis
- Proposta de planta de luzes adaptada ao palco e à lotação.
- Transporte, montagem, suspensão com elementos de segurança e desmontagem.
- Cablagem DMX e de corrente, com distribuição de linhas e proteções.
- Endereçamento e programação prévia de cenas.
- Técnico no controlo durante o evento, quando o espetáculo o exige.
- Coordenação com o som e com o ecrã LED, se partilharem estrutura e horário.
Quantas cabeças móveis são necessárias?
Pensa-se em pares e em simetria em relação ao palco, não em unidades soltas. Com a largura do palco e a altura disponível propomos-lhe um número. Poucas e bem colocadas brilham mais do que muitas amontoadas no mesmo ponto.
Podem ser colocadas no chão em vez de suspensas?
Sim, e nas festas é frequente. Colocadas no chão dão feixes cruzados muito vistosos, mas perdem a capacidade de iluminar as pessoas de cima e é preciso protegê-las do público. O habitual é combinar algumas em cima e outras em baixo.
Preciso obrigatoriamente de máquina de fumo?
Para os efeitos de feixe, praticamente sim. Para banhar o palco de cor, não. Se o recinto não permitir fumo, dizemos-lho antes e repensamos a montagem em vez de lhe vender um efeito que não se vai ver.
Conseguem projetar um logótipo com as cabeças móveis?
Sim, com gobos personalizados em aparelhos do tipo spot. É preciso encomendá-los com antecedência e saber sobre que superfície se vai projetar, porque uma parede com textura ou de cor escura apaga o desenho.
Quanto tempo de montagem pedem?
Bastante mais do que para uma montagem de projetores fixos: há estrutura para montar, cablagem para organizar e programação para fazer com o palco já vazio. É uma das primeiras coisas a fechar com o recinto.
A luz
Como fica a luz montada
Projetores, truss e efeitos, suspensos e apontados antes de entrar alguém.
Vale a pena ter cabeças móveis no seu evento?
Dizemos-lhe com sinceridade. Se não virmos que funcionam, propomos-lhe onde esse orçamento rende mais.
