Efeitos
Aluguer de máquinas de fumo e efeitos especiais
O fumo é o que torna a luz visível, e os confettis o que transforma um momento numa fotografia. Ambos têm letras pequenas que convém ler antes de os contratar.
- Efeitos
- Fumo, nevoeiro baixo, confettis, faíscas frias
- Controlo
- DMX ou comando
- Requisito
- Autorização do recinto
- Montagem
- Incluída
- Zona
- Sevilha e província
O que é
Sem fumo não há feixe de luz
Um projetor emite um feixe, mas esse feixe só se vê se houver algo no ar que o reflita. Essa é a função principal do fumo num evento: não é decoração, é o que torna a iluminação visível.
Por isso, uma bateria de cabeças móveis num espaço com o ar limpo fica a meio gás: vê os círculos de luz no chão, mas não os leques no ar. Com um nevoeiro ligeiro e bem distribuído, a mesma montagem muda por completo.
Nem todo o «fumo» é igual
- Máquina de fumo: gera uma nuvem densa e visível que se dissipa em minutos. Boa para efeitos pontuais e entradas.
- Máquina de neblina (hazer): produz uma bruma finíssima e homogénea que não se vê como nuvem, mas deixa o ar «com corpo». É o que se usa realmente para que a luz brilhe durante horas.
- Nevoeiro baixo: fumo arrefecido que fica colado ao chão em vez de subir. É o efeito de «dançar sobre as nuvens» da primeira dança ou de uma entrada de artista.
- Confettis: canhões ou lançadores de papel. Efeito instantâneo, muito fotogénico, e uma limpeza posterior que é preciso combinar com o recinto.
- Faíscas frias: repuxos que produzem uma fonte de faíscas a baixa temperatura. Não são pirotecnia tradicional, mas continuam a ser um efeito que exige autorização e distâncias de segurança.
Quando usar cada um
Um efeito por momento, não todos ao mesmo tempo
O erro clássico é acumular. Os confettis disparados durante toda a festa deixam de ser um momento e passam a ser sujidade; o fumo no máximo o tempo todo incomoda e ativa alarmes. Os efeitos funcionam quando marcam um instante concreto: a entrada dos noivos, o final de um concerto, o momento do bolo, a passagem de ano.
Uma distribuição que funciona bem num casamento: nevoeiro baixo na primeira dança, bruma ligeira mantida durante a festa para que a iluminação brilhe, e confettis ou faíscas frias num único momento combinado. Nada mais. Num concerto ou numa verbena (arraial popular), o fumo é contínuo e o resto fica reservado para o fecho. Num congresso ou num ato institucional, normalmente não faz sentido.
Segurança
Detetores de incêndio: a conversa que é preciso ter antes
É o motivo número um pelo qual um efeito de fumo é cancelado no próprio dia. E quase sempre poderia ter sido previsto com um telefonema.
Os detetores óticos de fumo não distinguem entre fumo de festa e fumo de fogo: detetam partículas em suspensão. Em hotéis, centros de congressos, salões e qualquer local com sistema de deteção ligado a uma central, disparar uma máquina pode ativar o alarme geral, alertar os bombeiros e obrigar a evacuar o edifício. As consequências não se ficam pelo susto: há custos por saída em falso e uma responsabilidade que ninguém quer assumir a meio de um casamento.
Como se resolve
- Perguntar ao recinto por escrito se permite fumo e de que tipo. Muitos permitem-no com a deteção setorizada ou desativada nessa sala, gerida pela sua equipa de manutenção.
- Escolher o efeito adequado. O nevoeiro baixo, por ficar rente ao chão, costuma dar menos problemas do que uma nuvem densa que sobe até ao teto, mas não é automaticamente seguro.
- Fazer um teste antes de chegar o público, na presença do responsável do local.
- Ter um plano B. Se não houver fumo, a iluminação é repensada para cor e wash em vez de feixes. É melhor sabê-lo com uma semana de margem do que às onze da noite.
Com as faíscas frias, além disso, é preciso respeitar distâncias em relação a pessoas, tecidos, decoração e qualquer elemento combustível, e contar com a autorização expressa do recinto. No exterior e em espaços protegidos há épocas e locais onde simplesmente não se fazem. Se alguém lhe oferecer esse efeito sem perguntar nada disto, desconfie.
Erros frequentes
O que corre mal com os efeitos
- Dar a autorização como certa. «No outro casamento fizeram-no» não serve: cada recinto tem a sua instalação e as suas regras.
- Exagerar na densidade. Uma sala saturada de fumo é desconfortável, cheira mal e estraga as fotografias. A bruma certa quase não se vê.
- Colocar a máquina no sítio errado. Junto a uma porta aberta ou por baixo do ar condicionado, o efeito desaparece antes de chegar à pista.
- Confettis sem combinar a limpeza. É papel por todo o chão. Muitos recintos só os permitem com uma taxa de limpeza acordada.
- Nevoeiro baixo sem ter em conta o chão. Sobre relva ou gravilha dispersa-se e vê-se muito pior do que sobre uma superfície lisa como uma pista de dança.
- Disparar sem avisar o fotógrafo. O melhor efeito do mundo sem ninguém preparado para o captar é dinheiro deitado fora.
O serviço
O que inclui o aluguer de efeitos
Consulta prévia ao recinto
Ajudamo-lo a colocar a questão ao espaço e adaptamos o efeito ao que for autorizado.
Máquina, líquido e controlo
O consumível está incluído e o disparo é controlado por DMX ou por comando, sincronizado com a luz.
Colocação estudada
Posicionamos o equipamento tendo em conta as correntes de ar, a climatização e a direção em que queremos que o efeito vá.
Teste antes do evento
Testa-se na presença do responsável do local e com margem para mudar de plano se algo não convencer.
Disparo no momento combinado
Os efeitos pontuais são lançados pelo nosso técnico no sinal acordado com o DJ, a banda ou o mestre de cerimónias.
Recolha e limpeza acordada
Retiramos o material e deixamos claro de antemão quem trata dos confettis no chão.
O fumo ativa os alarmes de incêndio?
Pode ativá-los, sim, porque os detetores óticos não distinguem a sua origem. Antes de contratar o efeito é preciso confirmar com o recinto se o permite e se a sua manutenção pode setorizar a deteção dessa sala. Sem essa confirmação, não o montamos.
O fumo mancha ou deixa cheiro?
O líquido de qualidade não mancha tecidos nem deixa resíduo apreciável, e o cheiro é ligeiro e desaparece ao arejar. O que incomoda é o excesso: com a densidade certa quase ninguém nota que há uma máquina a funcionar.
O nevoeiro baixo pode ser feito em qualquer sítio?
Precisa de uma superfície razoavelmente lisa e sem correntes de ar fortes. Sobre uma pista de dança ou um estrado fica perfeito; num jardim com relva e brisa desfaz-se em segundos. Dizemos-lhe antes se vai funcionar no seu espaço.
As faíscas frias são perigosas?
Funcionam a uma temperatura muito mais baixa do que a pirotecnia, mas continuam a exigir distâncias de segurança, superfície desimpedida e autorização do recinto. Não se montam perto de cortinas, decoração em tecido nem vegetação seca, e não as usamos onde não estejam autorizadas.
Quem limpa os confettis?
Depende do que acordar com o espaço. Nós retiramos o nosso material e podemos fazer uma recolha geral, mas muitos recintos cobram um suplemento de limpeza. Convém fechar isso por escrito antes do evento.
A luz
Como fica a luz montada
Projetores, truss e efeitos, suspensos e apontados antes de entrar alguém.
O seu recinto permite fumo?
Diga-nos onde é o evento e que efeito gostaria de ter. Dizemos-lhe o que é realmente possível fazer lá.
